O Mar – The ocean gives and takes.


Blue comes the flood

Do azul do mar salgado surgiu a vida e com ela veio a tempestade.

The ocean gives and takes.

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“Ondas”

Onde – ondas – mais belos cavalos

Do que estas ondas que vós sois?

Onde mais bela curva do pescoço

Onde mais bela crina sacudida

Ou impetuoso arfar no mar imenso

Onde tão ébrio amor em vasta praia?

Sophia de Mello Andersen

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Mar, metade da minha alma é feita de maresia.

O cheiro nu da maresia, perfume limpo do mar sem putrefacção e sem cadáveres, penetrava tudo.

Sophia de Mello Andersen

Benedikt Taschen à conversa com Sebastião Salgado : Genesis


The world premiere of Sebastião Salgado: Genesis unveils extraordinary images of landscapes, wildlife and remote communities by this world-renowned photographer.

Two men, one mission: Salgado talks with Benedikt Taschen about the photographic project that changed his life.

Faces & Tranfigurations


Rostos & Transfigurações e o Carnaval

Tranfiguração [do latim transfiguratione ]

«Ela queria fugir, fugir para um país em que ninguém envelhecesse ou morresse, em que a beleza fosse imortal.»

A. Camus

Blue face

A máscara e a transfiguração desde  sempre esteve associado ao fenómeno da fé, e foi através do Sermão sobre o “Dia da Transfiguração do Senhor”, que o Bispo Anastácio Sinaíta no século VII imortalizou essa expressão de mudança e de júbilo. Este fenómeno de acreditar na luz divina e crer em Deus, transforma o individuo por dentro. Hoje este fenómeno está estudado cientificamente por gene de Deus. O acto de acreditar em algo superior produz alterações interiores que se podem considerar transmutações fisiológicas ou mesmo biológicas.

<< Que pode haver de mais delicioso, de mais profundo, de melhor do que estar com Deus, conformar-se a ele, encontrar-se na luz? De fato, cada um de nós, tendo Deus em si, transfigurado em sua imagem divina, exclame jubiloso: É bom estarmos aqui, onde tudo é luminoso, onde está o gaúdio, a felicidade e a alegria. Onde no coração tudo é tranquilo, sereno e suave. Onde se vê a Cristo, Deus. >>

Foi na Igreja da Transfiguração, no Monte Tabor, Israel, que Jesus se transfigurou perante os discípulos  e dizem as escrituras que  <<…o seu rosto brilhou como Sol, as vestes se fizeram alvas como a neve. >>

( Mt 17,1-3)

Transformação, metamorfose, mudança radical na aparência, no carácter e na forma.

Mas, para os comuns dos cidadãos que somos nós, a máscara e a transformação está associada ao Carnaval e ao acto de se tornar no outro, ou seja, libertar-se do seu “eu” para passar a assumir outra personalidade que por vezes não passa só pela mudança na aparência física, mas também na forma e por vezes no carácter .

O Carnaval na antiguidade clássica, Grécia,  era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de loucas celebrações e busca incessante dos prazeres mundanos. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, entre 17 a 23 de Dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XII, da semana santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra “carnaval” está, desse modo, relacionada com a ideia de “afastamento” dos prazeres da carne marcado pela expressão “carne vale“, que, acabou por formar a palavra “carnaval”. Em geral, o Carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de cinzas.

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Reportagem sobre o Carnaval em Loulé 2013, mostrando uma nova alternativa dos adolescentes na forma de brincar ao carnaval, utilizando os escassos recursos que têm à mão. É como recuar no tempo. Para algumas pessoas , isto é o retomar de uma velha tradição que já existiu no tempo dos seus avós. aqui ficam algumas fotos a preto e branco como eu gosto. è mais visível essa tal transfiguração das expressões de quem está a brincar sem quaisquer tipo de critica e conscientes de que os  intervenientes são eles, que estão identificados pelos macacões que todos sem excepção usam, para se demarcarem dos restantes e se protegerem das pinturas para além da cabeça e rosto.

Fotos: J. Machado

( Ver tb. em Recent Posts : ” Enterro do Carnaval & Transfigurações 2012″  )

 Transfiguração

«Tens agora

Outro rosto, outra beleza:

Um rosto que é preciso imaginar,

E uma beleza mais furtiva ainda…

Assim te modelaram caprichosas,

Mãos irreais que tornam irreal

O barro que nos foge da retina.

Mas nesse novo encanto

Te conjuro

Que permaneças.

Nenhum mito regressa…

Todas as deusas são mulheres

Ausentes.»

Miguel Torga

O Meu Barco de Papel- My Paper Boat ( Proj. 2011)


O Meu Barco de Papel – Projecto Video 2011

Trata-se de um projecto que servirá de “guião” para um video em tempo real. Esta montagem, tenta retratar as atribulações de uma viagem imaginária a um lugar muito real, onde o sonho se torna numa aventura épica, e esse lugar é o Alasca. É uma da viagem que desejo realizar há imenso tempo, e que por uma razão ou outra vou adiando sempre, e talvez por isso essa “viagem” está sempre inconscientemente presente nos meus sonhos, e como tenho algum receio em sonhar que vou de avião ou melhor, a voar, como acontece sempre nos bons sonhos /filmes de ficção, recorri á ideia de criar um barco. Isto, porque como sou aquário e gosto muito do mar e da “Mensagem” de Pessoa. Acho que é uma questão de DNA.
Este pequeno vídeo foi feito em 2011 a partir de fotografias que fiz num pequeno lago de um jardim que há na minha rua e também nas margens do rio Tejo que estão a pouca distância desse jardim.

A segunda fase do projecto é seguir este “guião” , mas em tempo real e com animação. Está em fase de programação.

Conclusão:

A conclusão a tirar desta experiência de navegação solitária, é que se deve continuar a seguir aquela velha máxima “quem vai para o mar, deve abastecer-se em terra...”.  Por outro lado, houve também o factor sorte a considerar, uma vez que o dia 13 não calhou a uma sexta-feira mas sim a uma quarta-feira, senão o desfecho seria outro. Claro, que há sempre muitas mais ilações a tirar, mas por  agora estas chegam.

My Paper Boat – Vídeo 2011

It is a project to serve as a “script” for a real time video. This assembly, attempts to portray the tribulations of an imaginary trip to a very real place where the dream becomes an epic adventure, and this place is Alaska. It is a journey that will perform for a long time, and that for one reason or another will always delaying, and perhaps why this “journey” is always present unconsciously in my dreams, and as I have some fear of dreaming that I’m going by plane or rather the fly, as always happens in the good dreams / fiction films, I resorted to the idea of creating a boat. This is because as’m aquarium and I love the sea and the “message” of person. I think it’s a matter of DNA.
This short video was made in 2011 from photographs I made a small pond in a garden that’s on my street and also on the banks of the Tagus River that are within walking distance of this garden.

The second phase of the project is to follow this “script”, but in real time and with animation. You are in the planning stage.

Conclusion:

The conclusion of this solitary browsing experience, is that one should continue to follow the old maxim “who goes to sea,  should stock up on shore …“. For other side, there was also the luck factor to consider, since the day 13 not happened to a Friday but a Wednesday, but the outcome would be different. Of course, there are always many more lessons to be learned, but for now they arrive.

Na minha casa cresce uma Árvore…”achas pra lareira/fogueira”


Uma bela manhã acordei com uma árvore na minha sala. Fiquei espantado. Não era Natal, e não  estava a sonhar. Reparei que já não tinha folhagem, pelo que depreendi que o Outono já tinha acabado. Alguma coisa tinha que fazer. Dar o facto como se tratasse de uma normalidade. Não é todos os dias que temos uma árvore a crescer dentro de casa. No jardim, é uma coisa, dentro de casa é outra totalmente diferente. Como será quando vier a Primavera. Aparecerem as primeiras flores. Levantar-me a meio da noite e poder estar lado a lado com uma simples árvore. Quando vier o Outono, e as folhas começarem a mudar de cor, a ficarem aquele ton alaranjado, que tanto gosto de ver nos bosques pela manhã.  Depois de muito meditar, lá me decidi.  Enchi-me de coragem e antes que mudasse de ideias, fui buscar um escadote ao jardim, e com a ajuda de uma tesoura e de uma pequena serra lá começei a podar os ramos pela noite dentro, até o dia raiar.                                              Agora já posso dizer que  tenho lenha (achas) p´ra  lareira/fogueira .

ACHAS P´RA FOGUEIRA

Fotos:  J. MACHADO