As energias limpas e o passado


O Passado e o Presente &  O custo das energias “limpas”

Vamos voltar aos candeeiros a petróleo?

O passado e o presente ainda são visíveis nalgumas zonas do interior do Norte do nosso país. Quanto nos custa as energias dito limpas ou renováveis. Estarão as populações em condições económicas de suportar os preços da rede de energia dita nacional, mas que deixou de estar nas mãos do estado português, quando nos dizem que os preços não vão parar de aumentar. Como será quando os custo da electricidade começar a pesar na compra da comida e dos medicamentos ?

Na minha casa cresce uma Árvore…”achas pra lareira/fogueira”


Uma bela manhã acordei com uma árvore na minha sala. Fiquei espantado. Não era Natal, e não  estava a sonhar. Reparei que já não tinha folhagem, pelo que depreendi que o Outono já tinha acabado. Alguma coisa tinha que fazer. Dar o facto como se tratasse de uma normalidade. Não é todos os dias que temos uma árvore a crescer dentro de casa. No jardim, é uma coisa, dentro de casa é outra totalmente diferente. Como será quando vier a Primavera. Aparecerem as primeiras flores. Levantar-me a meio da noite e poder estar lado a lado com uma simples árvore. Quando vier o Outono, e as folhas começarem a mudar de cor, a ficarem aquele ton alaranjado, que tanto gosto de ver nos bosques pela manhã.  Depois de muito meditar, lá me decidi.  Enchi-me de coragem e antes que mudasse de ideias, fui buscar um escadote ao jardim, e com a ajuda de uma tesoura e de uma pequena serra lá começei a podar os ramos pela noite dentro, até o dia raiar.                                              Agora já posso dizer que  tenho lenha (achas) p´ra  lareira/fogueira .

ACHAS P´RA FOGUEIRA

Fotos:  J. MACHADO

“Incombrum ” Francis Ponge


 

O pinheiro vive no interior do pinhal e é a árvore que mais madeira fornece.

(…) O pinhal é uma lenta fábrica de madeira morta.

Le Cahier de bois de pins – Francis Ponge

La Suchère , publicado em 1947 .

Incombrum : monte de madeira cortada.

Quem ensinou os pássaros a voar ?


colhereiro é uma ave ciconiiforme da família Threskiornithidae.

1. Gosto de pássaros porque gostava de voar como eles. Dar asas p´ra voar.

Voar para os grandes pássaros como o colhereiro ( Platalea ajaja) é um exercício tão natural como para uma criança recém nascida começar a dar os primeiros passos,e como se sabe os pais são sempre os primeiros a estimular esses movimentos. A velha questão do ovo e da galinha, continuará a subsistir, quem nasceu primeiro? Aqui coloca-se a mesma pergunta. Quem ensinou a voar o primeiro pássaro? Foi a imaginação?

Ouve-se muito dizer que para voar é preciso “Dar asas à tua imaginação” . É verdade que sonho muitas vezes que voo durante a noite pelos céus de Lisboa. E depois acordo e fica a sensação de ter feito uma viagem longínqua e me sentir muito cansado. O desejo de voltar a voar e não conseguir, por vezes traz-me angústia e mal estar, e o facto é que nem sempre a imaginação está para aí virada. Guardo na memória cheiros da minha infância que hoje em dia volto a sentir com alguma frequência. É muito estranho. Sei que com o avançar da idade os primeiros períodos da nossa vida vão ficando mais nitídos para a memória de longo prazo. No caso do “sonho de voar”, lembro-me sempre de Saint-Exupéry, ficam as imagens dos acontecimentos desse voo, tipo diário de bordo, registado em video, só que a parte das sensações e das emoções não são visíveis. –  Afinal o que é a imaginação?

2. Gosto das Cegonhas e de ParisDe onde vêm os bebés?

Quando tinha quatro anos a minha mãe dizia-me muitas vezes que os bebés vinham de Paris penduradas nos bicos das cegonhas. E eu acreditava. Todas as mães diziam o mesmo. A partir daí fiquei a gostar imenso das cegonhas. E ainda hoje passo  horas nos arrozais da Comporta e de Alcácer do Sal a observa-las com as crias no alto dos seus ninhos improvisados feitos de pequenos troncos e outros materiais orgânicos.

O Negativo , de Ansel Adams


Ansel Easton Adams, ( N. 20.Fev.1902 –  F. 22.Abril 1984 )

Aqui fica a minha homenagem a um dos grandes fotógrafos do Século XX. Ansel Adams como é mais conhecido, ficou para a História da Fotografia como um dos pioneiros da Fotografia de Natureza.

Através do seu portfolio podemos testemunhar a evolução técnica e o rigor na procura de um  maior leque de cinzentos possíveis.

O ano de 1932 foi  muito importante para ele e para a história da fotografia. Porque foi um ponto de partida para a procura de uma fotografia enquanto arte pura.

Um pequeno grupo de fotógrafos funda o Grupo f/64. Juntamente com Ansel Adams, participaram da fundação: Edward WestonWillard Van DykeImogen Cunningham, e outros para promoverem uma “fotografia reta“.

Enfatizavam uma fotografia pura, imagens nítidas, máxima profundidade de campo, papéis fotográficos com baixo brilho, concentrando-se unicamente nas qualidades do processo fotográfico. A concepção de fotografia do f/64 influenciou muito a carreira de Ansel Adams no seu entendimento da técnica fotográfica.

Mas devemos lembrar que a câmera é apenas uma parte do processo fotográfico que Adams dividiu e detalhou com rigor na sua série de três livros: A CâmeraO NegativoCópia. Nesta série de livros, Adams mostrou o seu rigor técnico na produção fotográfica. Processo esse que começa com a escolha da máquina correta, com seus ajustes precisos em função daquilo que o fotográfico visualizou, aprender a operar o equipamento de forma que ele reproduza no negativo aquilo que o fotógrafo apreendeu na visualização, não necessariamente uma representação fiel da realidade.

In Glacier National Park (1942)

The Tetons and the Snake River (1942)

Adams foi e para muitos ainda é criticado por  possuir um olhar “duro”, “ríspido”, uma sensibilidade deturpada pela ânsia da perfeição. Mas isso não tira o seu mérito enquanto grande fotógrafo do século XX, ele conseguiu definir para si um estilo muito claro e preocupou-se em ensinar e transmitir grande parte dos procedimentos que aprendeu ou descobriu. Adams deve ser considerado um exemplo de dedicação.

Fonte : wikipedia

O Desafio Climático do Século XXI : CO2 / Desflorestação


“Uma geração planta uma árvore, e a seguinte terá sombra.”

Provérbio Chinês

A Ilha de Páscoa no Oceano Pacífico é um dos locais mais remotos na Terra. As estátuas de pedra gigantes situadas na cratera vulcânica de Rono Raraku são tudo o que resta daquilo que foi uma civilização complexa. Essa civilização desapareceu devido à sobre-exploração de recursos ambientais. A competição entre clãs rivais levou a um rápido processo de desflorestação, erosão do solo e a destruição de populações de aves, minando os alimentos e os sistemas agrícolas na base da vida humana. Os sinais de alerta para impedir a destruição foram ouvidos demasiado tarde para evitar o colapso.

Fonte: Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008

Foto: J.Machado