Benedikt Taschen à conversa com Sebastião Salgado : Genesis


The world premiere of Sebastião Salgado: Genesis unveils extraordinary images of landscapes, wildlife and remote communities by this world-renowned photographer.

Two men, one mission: Salgado talks with Benedikt Taschen about the photographic project that changed his life.

Rosângela Rennó ” Frutos Estranhos / Strange Fruits ” na FCG/CAM


“Frutos Estranhos” é um exposição antológica da artista Rosângela Rennó que abarca  vinte anos de actividade (“Atentado ao Poder “1992), e que utiliza a fotografia , o vídeo e a instalação como material e instrumento de trabalho para dar forma às suas reflecções. Rennó é hoje uma referência na arte-multimédia, e o curioso é que a própria assumiu publicamente que não é, nem quer  ser fotógrafa, e se recusa a pegar numa máquina e fotografar para criar uma “imagem artística” . A artista  tem desenvolvido a sua obra em torno da imagem e da sua perecepção passando pela sua produção.

(…) Como é que o ser humano questiona uma imagem, por exemplo quando abre um jornal ?


Frutos estranhos (vídeo, 501, 2006) Série realizada a partir da edição e animação digital de imagens fotográficas “estáticas”, que se vão movendo em slowmotion, a um ritmo quase imperceptível, que acaba por dar nome à retrospectiva.  O procedimento é provocatório, pois estabelece um jogo com a percepção das imagens em movimento, forçando o espectador a fixar-se diante da imagem aparentemente estática quanto a sua matriz fotográfica. Ao somar as possibilidades da foto e do vídeo, as imagens atingem uma condição que é estranha a ambas as mídias e habitam um espaço intermediário, que criam a ruptura com o  paradigma .

A morte e a ruína da fotografia  analógica

A obra de Rennó remete-nos para a “memória” individual e colectiva que através da recolha de material fotográfico, tais como albuns de família que foi adquirindo ao longo dos anos e o foi catalogando e organizando, edificando um verdadeiro arquivo “biblioteca”, cuja organização foi levada até ao limite, e é possível ver essa orientação nesta mostra, através de pequenas mesas expostas com os imensos álbuns ( instalação ) , in  série “Biblioteca” 2002.

A memória das pessoas/máquina

A artista e reflecte sobretudo sobre a morte e a transição da imagem analógica para a digital, mas associada ao processo de armazenamento histórico, como biblioteca ou arquivo morto e toda a sua organização objectual, como já referi. Ao visitar a exposição temos a impressão que Rennó está a  construir um pequeno “núcleo museológico” como memória da própria memória da fotografia, através dos médiuns ou suportes que vão desde  os negativos em vidro e filme utilizados pelos mídia em fotojornalismo ou ainda  os registos dos  cadastrados.

A memória da máquina fotográfica (analógica/digital) acaba sempre por se apropriar da memória das pessoas, é inevitável. Mas, ela também morre e se dissipa no tempo, nada é imortal, só a arte, como diria Malraux.


(…) Eu sempre gostei de revelar o que está por detrás do gesto fotográfico, da compreensão.

Frutos estranhos [Strange Fruits], the title of a series of works from 2006 by Rosângela Rennó, born in Belo Horizonte in 1962, also became the title of this exhibition which surveys more than two decades of her work (1991-2012). The choice was made because the title has an enigmatic, and therefore seductive, quality, generating a desire to see, to observe and engage with this strangeness, but also because we believe that it successfully synthesizes Rennó’s attitude to photography and, more broadly, to the world of technical images.

The artist does not photograph, she is not a photographer. The images in her work are not the result of a physical and mental act initially instigated by her: she has not pressed the shutter, nor composed or recorded. Her artistic act is to collect images from various sources, from family albums to photographs from newspapers and news agencies, as well as obituaries, identification photos and archival records or even tourist snapshots. The images – with the exception of her video work – are always found and selected, extending Duchamp’s concept of the found object to encompass all representation: these are found images, not made by the artist but re-contextualized, reframed, expanded, reprinted. They are thus somehow the fruit of a living tree which the artist only collects and then exhibits and arranges – in a way that is sometimes unusual – encouraging us to look at these fruits of the gaze and memory of others in a new light, their cosmogony redefined.

Conceptual and political in approach, Rennó shows us victims of acts of violence and social exclusion, from prisoners to anonymous figures, yet she also denounces photography as an act of manipulation, as offering the potential for endless manipulation and reconfiguration as in Puzzles (woman and man), from 1991.

In the series A última foto [The last photo] (2006) she compels us to reflect on the implications of the shift from analogue to digital photography, and also contemporary notions of authorship and reproduction.

Another thread which runs through the exhibition is that of the journey or diaspora of images or the way in which the method of capturing images varies according to whether we are tourists, travelers or emigrants and how, in turn, images travel from one place to another, from continent to continent (Bibliotheca, 2002), from one context to another, according to personal necessities and desires, which are susceptible to the laws of the market and individual fetishism (Menos-valia [Minus-value] 2005-2007).

In these itineraries, trips, or movements, the colonial question is fundamental. The subject of the video Vera cruz (2000) is an imagined representation of the first contact – after a long journey – between Pero Vaz de Caminha, the first Portuguese chronicler to arrive in Brazil, and Amerindian natives or, in other words, the first contact between the future colonizer and the future colonized people, whose languages and codes were utterly different.

And since we are all, particularly in this context, a result of this encounter, the Lisbon exhibition begins right there, in that primitive (in the psychoanalytical sense of the word) colonial scene. And it ends with other journeys, with the series of videos and texts of a supposed “transcendental tourist” (Turista transcendental, 2009-2011).

Language and space, related to her earlier studies in architecture, are other components which are fundamental to an understanding of Rennó’s work and which, from a curatorial point of view, make working with her such a pleasure.

Strange Fruits is not about the exotic but focuses instead on a cartography, or cartology as Rennó would put it, which runs through much of human life, from the way in which we identify ourselves or are identified/registered, to what we record of and how we relate to our environment, touching inevitably on the history of photography itself as a resource and means of mutual communication.

Fontes :    Artfacts.net ; http://www.gulbenkian.pt/index.php?article=3491&langId=1&format=402

Fotos: J. Machado

http://www.rosangelarenno.com.br

Texto e Cenografia de Fernando de Azevedo – Ballet Gulbenkian, 1982


Aqui presto também a minha homenagem ao artista plástico, designer e crítico Fernando de Azevedo, deixando este pequeno texto publicado pela revista Colóquio Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, onde se pode perceber a sua paixão e dedicação à Cenografia de ballet e do bailado contemporâneo.

Tive a honra de conhecer pessoalmente o pintor Fernando Azevedo por volta de 1979/80 na SNBA.  Uma das minhas paixões era e continua a ser o Ballet. Como se sabe a Companhia de Ballet da Gulbenkian foi durante os anos 80, 90 e até ao seu terminus uma das mais importantes Companhias do mundo. A qualidade da sua programação era do melhor que se dava a conhecer ao público. Independentemente da qualidade artística dos bailarinos, coreógrafos, havia também um importante elemento que muitas das vezes fazia a diferença. Era a qualidade da cenografia. Onde muitos artistas plásticos eram convidados a darem o seu contributo como se pode ler no excelente texto publicado pela Revista Colóquio Artes, número 55 de Dezembro de 1982

O facto é que passados todos estes anos, continuo a achar que falta qualquer coisa na cenografia do Ballet , e que Fernando Azevedo tem razão em afirmar , ” o cenário do Teatro é muito diferente do cenário do Ballet“. Isto, porque passados mais de trinta anos, alguns dos cenógrafos da nossa praça, ainda não  perceberam essa pequena diferença, que acaba por não ser assim tão pequena. 

Homenagem ao Pintor Fernando de Azevedo


Logo após a morte de Fernando de Azevedo em 2002, surgiu a ideia de homenagear o grande pintor através de uma exposição colectiva de obras de artistas que tivessem sido apresentados por ele em alguma exposição individual. A ideia teve o melhor acolhimento, tanto no Conselho Técnico como na Direcção da S.N.B.A., e só não se concretizou imediatamente devido a várias circunstâncias, entre as quais se deve mencionar a realização de obras de melhoramento no edifício da sede.
Podemos agora satisfazer o desejo que entretanto nunca esmoreceu: homenagear quem se dedicou inteiramente à causa artística, com rara generosidade para com os seus pares, quantas vezes em prejuízo do seu próprio trabalho como artista plástico.
Fernando de Azevedo abriu oportunidades aos mais novos, oferecendo-lhes o seu saber artístico e o seu conselho. Escreveu numerosos textos de apresentação, ajudando os que se iniciavam no seu percurso e chamando a atenção para os méritos dos mestres. Promoveu possibilidades de viagens ao estrangeiro de artistas mais novos, facilitando desse modo a sua actualização de conhecimentos, incentivando-os a procurar as manifestações de um olhar renovador, onde quer que exista, mas aconselhando também a cada um o compromisso de fidelidade à sua individualidade, ao seu próprio caminho. Esteve sempre pronto a ajudar e estimular a criação de Bienais de Arte, fora de Lisboa. Disso são exemplos a Bienal do Vidro na Marinha Grande e a Bienal de Vila Nova de Cerveira, entre outras.
Dos numerosos cargos que exigem rigor cívico e competência estética, lembramos apenas a Presidência da Cooperativa «Gravura», durante os anos setenta, a colaboração prestada à cultura nacional no seu trabalho realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1962 e 1993, e como Presidente da Direcção da S.N.B.A., entre 1979 e 2002. Aqui, rodeou-se de colaboradores activos e ajudou a colocar esta Casa dos Artistas num elevado patamar de independência financeira e sentido do bem colectivo.
Hoje, a reunião dos 91 artistas que compõem esta exposição e que responderam ao nosso projecto só foi possível graças ao empenhamento dos que trabalham na S.N.B.A. e dos que, ainda e sempre em regime de voluntariado, prosseguem na senda do altruísmo a que o Pintor Fernando de Azevedo nos habituou.
A Direcção e o Conselho Técnico

Exposição FERNANDO DE AZEVEDO E OS OUTROS

A exposição Fernando de Azevedo e os outros apresenta um núcleo simbólico de obras do Pintor, os seus manuscritos e documentos inéditos que evocam as relações de proximidade de Fernando de Azevedo com os artistas e personalidades da área da cultura.

Como crítico, Fernando de Azevedo pertencia a uma geração que apostou vigorosamente no vanguardismo. Como artista, poucos escreveram tantos textos de apresentação dos outros como ele.
A sua acção distinguia-se pela atenta percepção das coisas e pelo rigor. Sabe-o quem acompanhou as suas visitas aos ateliers dos artistas, observou os seus arranjos gráficos e o viu actuar em júris ou conheceu os seus trabalhos como consultor cultural e relator de pareceres. Inigualável era a sua inteligência e sensibilidade na montagem de exposições, onde todas as obras revelavam melhor as qualidades estéticas próprias.
Enquanto se prepara uma exposição retrospectiva da obra do Pintor, a inaugurar em 2013 na Fundação Calouste Gulbenkian, e a publicação de todos os seus textos sobre exposições e de reflexão sobre a arte, impõe-se reconhecer a relevância do seu contributo para a valorização dos artistas portugueses e para a formação de um público mais culto e receptivo à arte contemporânea.
O Comissariado
Cristina Azevedo Tavares
António Viana

 

Exposição UM TEXTO – UMA OBRA

A Exposição um texto – uma obra apresenta 91 obras de 91 artistas das mais diversas modalidades. Cada artista é representado por 1 obra que corresponde a 1 texto de Fernando de Azevedo como prefácio ao catálogo de uma exposição individual.

Esses textos, agora reunidos em livro, foram escritos entre 1953 e 2001 e a sua edição marca o início de um programa: a publicação, tão completa quanto possível, dos textos sobre arte redigidos pelo Pintor Fernando de Azevedo. Na impossibilidade de expor algumas obras coincidentes com as datas dos respectivos textos de apresentação, seleccionaram-se trabalhos que se enquadram no género a que Fernando de Azevedo se referiu no prefácio que dedicou ao artista.
O ver era para ele uma revelação. Na geração dos críticos de que fazia parte, ele era certamente aquele que, através da palavra melhor expressava o ver do oculto, o ver da sensibilidade, o ver como absoluto.
 
Na exposição um texto – uma obra que representa uma parte importante da sua actividade de crítico, associando o texto e a obra de um artista, Fernando de Azevedo  é, para todos os efeitos,  o verdadeiro curador.
O Comissariado
Cristina Azevedo Tavares
José Augusto-França
Rui Mário Gonçalves
Sala  Fernando Azevedo
Desenhos de Fernando Azevedo
Prof. Rui Mário Gonçalves e o Pintor Eurico Gonçalves
Vista da Sala de exposições dos 91 artistas plásticos
Pintura de Ana Vidigal , 1982
 Gravura de Matilde Marçal, Esplendor Cósmico I, 2001
Pintura de Eduardo Nery
Fotos : J. MACHADO
J.Machado  c/  o Prof. Dr. António Santinho                                                                                                  Foto: Pedro Soares

COLÓQUIOS

17 de Fevereiro das 18,30 às 20 h

Fernando de Azevedo – CRÍTICA e CURADORIA

José-Augusto França, Rui Mário Gonçalves,
Cristina Azevedo Tavares
Apresentação do Livro/Catálogo Fernando de Azevedo, um texto – uma obra.
24 de Fevereiro das 18,30 às 20 h
Fernando de Azevedo – ARTE, PATRIMÓNIO e CULTURA

José Luís Porfírio, Matilde Tomaz do Couto,
Pedro Lapa, Raquel Henriques da Silva


9 de Março das 18,30 às 20 h

Fernando de Azevedo – O PINTOR e a PINTURA

Cruz Filipe, Eduardo Nery, Eurico Gonçalves,

Graça Morais, José de Guimarães, Nikias Skapinakis

 A pintora Emila Nadal fazendo a sua intervenção.
O pintor Eduardo Nery mostrando algumas reproduções dos quadros de Fernando Azevedo.
 A pintora Graça Moraes não esqueceu de mencionar que no período em que foi bolseira em Paris da Fundação Gulbenkian foi precisamente Fernando Azevedo o Técnico quem lia  os seus relatórios e que  em 1982 na SNBA vaio a comissariar a sua primeira exposição individual, que no seu entender foi o ponto da partida da sua grande carreira .
O  pintor José de Guimarães não deixou de realçar a importância que Fernando Azevedo teve quer como artista quer como membro dirigente da SNBA e de salientar a sua verticalidade e coerência que manteve até ao final.
Prof. José Augusto França intervindo na parte final e  o pintor Eurico Gonçalves que na segunda intervenção da noite  fez uma abordagem histórica da pintura surrealista de Fernando de Azevedo enquanto membro fundador do Grupo dos Surrealistas e do Grupos Surrealista de Lisboa, que foram marcantes para a pintura portuguesa do século XX enquanto movimento .  Eurico Gonçalves fez uma apresentação das obras das primeiras peças surrealistas, através de slides, dando ênfase às chamadas  “ocultações” e “colagens” que Fernando Azevedo muito gostava de fazer, com a utilização de instrumentos muito cirúrgicos, no dizer da pintora de Emilia Nadal.

Fotos: J.MACHADO

Slide 01 : Cadavre exquis, 1948  –  Pintura  – Óleo sobre Tela

Fernando Azevedo, António Domingues,  António Pedro,  Marcelino Vespeira  e  João Moniz Pereira 

Foto: CAM/FCG

Eurico Gonçalves  explica ainda o que o “CADAVRE-EXQUIS ” significa e representou para o seu tempo :

– É uma técnica adoptada pelos pintores surrealistas para provocar a livre associação de imagens fora do contexto habitual. Trata-se de um jogo gráfico sobre papel dobrado. Consiste na realização de um desenho colectivo, sem que nenhum dos intervenientes saiba o que fizeram os outros, aproveitando apenas os traços de ligação (pistas) deixados sobre as dobras do papel. Ao desdobrar, verifica-se, com surpresa, a relação inesperada e curiosa entre as figuras desenhadas.
História do Grupo Surrealista de Lisboa
Em finais de Outubro de 1947, ocorreu o primeiro encontro que formaria o designado Grupo Surrealista de Lisboa. Teve lugar na pastelaria Mexicana, na Praça de Londres, e dele fizeram parte António Pedro, Alexandre O’Neill, António Domingues, Fernando Azevedo, Cândido Costa Pinto, Marcelino Vespeira e José-Augusto França. A única exposição realizada pelo grupo, entre 19 e 31 de Janeiro de 1949, no antigo atelier de António Pedro e António Dacosta, reuniu 51 obras, entre pintura, desenho, colagem e objectos; foi apresentado este Cadavre-exquis ou Quadro Colectivo – assim designado no catálogo –, que surtiu um grande destaque da crítica à exposição, e um outro cadavre exquis  de Azevedo e Vespeira.

Ainda sobre o cadavre-exquis do Grupo

Foi dividido em cinco partes, o Cadavre exquis executado por António Domingues, Fernando Azevedo, António Pedro, Marcelino Vespeira e Moniz Pereira, respectivamente da esquerda para a direita e de cima para baixo, é uma pintura de grandes dimensões. Com a superfície pictórica totalmente preenchida, este quadro foi realizado conforme o processo tradicional, em que cada artista desconhecia a parte pintada pelos restantes intervenientes. No final, juntaram a criação de cada um, passando o trabalho individualizado a ser colectivo. A unidade desta tela pode ser encontrada nas linhas e formas que se relacionam, como por exemplo, na junção entre a área pintada por Vespeira e Moniz Pereira. Uma das curiosidades deste género de obras reside na percepção das semelhanças existentes entre a parte pintada por cada artista e o conjunto do seu trabalho pictórico. Mas a grande diferença desta pintura face a outras do mesmo género, reflecte-se, no dizer de José-Augusto França, na «primeira experiência que se fez no mundo surrealista, em tais dimensões, já de exigência oficinal»*.

Fontes : * José-Augusto França, A Pintura Surrealista em Portugal, Lisboa, Artis, 1966, p. 11.; CAM/FCG

23 de Março das 18,30 às 20 h.

Fernando de Azevedo – MUSEOGRAFIAS e DESIGN

António Viana,  Américo Silva, Victor Manaças

O pintor António Viana falou da sua relação com Fernando Azevedo na área da museografia e do muito que aprendeu com ele. Por sua vez o designer Vitor Manaças, fez uma síntese dos princípios que sempre estiveram subjacentes ao design e ao papel do designer, criando uma narrativa imaginária com Fernando Azevedo.
Américo Silva referiu a sua experiência na área do design e da sua relação com Fernando de Azevedo.
De referir ainda que foi precisamente nesta sala que estes dois fundadores da Associação Portuguesa dos Designers deram os seus primeiros passos para que no dia 27 de Julho de 1976 a Associação Portuguesa de Designers  fosse fundada pelos seguintes designers :
Victor Manaças (sócio nº1) , Américo Ferreira da Silva ( sócio nº2) , Salatte Tavares, José Brandão, Fernando Libório, Carlos Rocha, Luís Carrolo, Robin Fior, Madalena Figueiredo, Sebastião Rodrigues, Assunção Cordovil, Daciano Costa, Rogério Ribeiro, Eduardo Afonso Dias , José Rocha, José Santa Bárbara, Teresa Amado, Beatriz Alçada, Manuel Pina, Jorge Cid, Cruz de Carvalho, João Segurado, M. José A. Branco, A. Lacerda Machado, Jorge Pacheco, José Soares Rocha, Guilhermina A. Campos, Gilberto Lopes, Alda Rosa, Emilio Jordão, António Pimentel, Filipa Neto Tainha, Amaryllis Figueira, Armando Alves, António Alfredo, Victor Simões, Fernando Lemos Gomes, J. Gomes de Carvalho, Fernando Conduto, António Garcia, Vasco Lapa, Cristovão Macara, Maria Helena Matos, António Sena da Silva, Brás Monteiro, Fernandoa Magro, António Diogo Rosa, Ana Avelar Santos, J. M. Santos Tavares, Elsa S. Pinheiro.
A Prof. Cristina Tavares  concordou com algumas das afirmações colocadas pelos oradores, visto ter acompanhado algumas dessas fases de Fernando Azevedo. Nesta conferência a Profª. Cristina Tavares deixou também uma nota da particularidade de seu pai, pelo facto de ele gerir o seu tempo, a sua carreira e obra sem pressas e com bastante calma sem perder de vista as suas actividades. Concordou também com a pintora Emilia Nadal na utilização de instrumentos e utensílios muito precisos na sua pintura e colagens.
 Prof. Vitor Manaças durante a sua exposição sobre a obra museográfica de Fernando Azevedo.
O Designer Vitor Manaças fez uma brilhante exposição tendo como pressuposto uma narrativa imaginária com Fernando Azevedo à volta dos fundamentos que moviam a geração dos primeiros  artistas/pintores/designers em contraponto com os “decoradores”  partindo da escola  Bauhaus da Republica de Weimar até ao nosso tempo.
O critico de arte Prof. Rui Mário Gonçalves elogiando a exposição do designer Vitor Manaças, fundador da Associação Portuguesa dos Designers juntamente com Américo Silva, acabando por  realçar a importância  da  obra de  Fernando Azevedo na sua globalidade e nas várias vertentes estéticas, como o gosto que Manaças fez questão de referir no seu discurso.
Não ficou por referir também a sua contribuição na área da cenografia e o seu abrir de portas a novos artistas e pintores, da qual o Bailado da Gulbenkian muito beneficiou.
De referir que nestes colóquios esteve sempre presente o Prof. José Augusto França que também deu o seu contributo para o conhecimento da obra de um dos artistas portugueses que em muito contribuíram para o desenvolvimento das artes plásticas na segunda metade do século XX .
Fotos: J. MACHADO
20 de Abril das 18,30 às 20 h
Fernando de Azevedo – ARTISTAS e ASSOCIAÇÕES

Amândio Secca, Emília Nadal, Henrique Silva, Maria Gabriel, Sérgio Pinhão

Em Londres, David Hockney mostra telas “pintadas” no iPad


“Um Novo Olhar de David Hockney “

Exposição em Londres até ao dia 09 Abril 2012.

David Hockney nasceu na cidade de Bradford, em Yorkshire e, segundo ele, voltou a pintar no condado natal, porque “é uma paisagem que conheço desde criança e tem um significado”.

A Royal Academy of Arts de Londres apresenta a primeira grande exposição de obras de arte de David Hockney. David realiza pinturas inspiradas nas paisagens de Yorkshire.

A exposição ‘David Hockney RA: A Bigger Picture‘ compreende um período de 50 anos de trabalho artístico e tem como objetivo explorar o fascínio de Hockney pela representação da paisagem.

The Arrival of Spring in Woldgate, East Yorkshire in 2011

Detalhe da exposição vai para os desenhos realizados pelo artista com iPad. No lugar do pincel, apps. Aos 75 anos, Hockney mostra-se bem integrado com as novas tecnologias. Além da série de “pinturas” feitas no iPad, o artista também produziu uma série de novos filmes produzidos com 18 câmeras, que serão exibidas em múltiplas telas, proporcionando ao visitante uma viagem visual fascinante desde seu olhar sobre a natureza.

Conhecido por usar novas tecnologias em seu trabalho, o artista revelou que estava tão compenetrado a fazer os quadros para a exposição, que rejeitou um convite para pintar a rainha Elizabeth Segunda. “Prefiro pintar gente que conheço”, justificou.

A exposição vai até o dia 9 de abril, na Royal Academy, próximo de Piccaddilly Circus.Depois da passagem por Londres, a mostra viajará para o Museu Guggenheim de Bilbao.

Hockney apresenta nesta exposição não só pinturas realizadas ao “modo tradicional”, mas também leva à Academia obras realizadas com Polaroid, fotocopiadoras a cores, iPad, iPhone e câmaras digitais, que são mostradas em múltiplos ecrãs.

Esta exposição foi organizada pela Royal Academy of Arts de Londres em colaboração com o Museu Guggenheim Bilbao e o Museu Ludwig de Colónia.