Na brancura da pele cheiro o seu perfume.


” A Arte é a única coisa que resiste à morte “ André Malraux ( 1901-1976)

Cada vez me custa mais aceitar que não acredito no mundo, porque isso me leva a deixar de acreditar em tudo que nele está suspenso. Se o virarmos ao contrário talvez se possa retomar algo que se foi perdendo com os tempos. O pior é que essa perda já se propagou para o espaço, e daqui a nada para o universo. Isto tudo porque a procura dos limites não tem limites. Há a ideia que é graças a essa procura que o homenzinho que o Homem tem dentro de si vai evoluindo, e daí ter a necessidade de procurar novos mundos, novas fronteiras para as delimitar. A felicidade é sempre pouca, nunca chega. Quando alguém é feliz, diz-se que não é verdade, o homem na sua breve vida na terra, apenas tem alguns momentos felizes, daí andar sempre á procura de ter mais momentos de felicidade, e nunca está satisfeito, quer sempre mais – é como andar à procura de descobrir quem é Deus, já não é suficiente saber se existe ou não, as pessoas querem mesmo chegar à fala com ele. Saber como tem passado tanto tempo incógnito. Porque não participa na “Casa dos Segredos” e essas coisas assim, como estar mais próximo de todos, acabar com as “Guerras” como as do Iraque e do Afeganistão.

Para mim “ter uma ideia” que nos remeta para um mundo mais próximo da realidade, é muito mais útil e importante que procurar novos mundos e descobrir se existe vida para além da nossa no Universo. Como diria Gilles Deleuze, é muito importante “inventar conceitos novos” para nos  centrarmos neste nosso pequeno mundo já de 7 MM de pessoas, onde a Arte deve  ter uma maior visibilidade e ser valorizada enquanto “ideia”  de reflexão nesta sociedade podre e cheia de vazios.

Não sou própriamente um fotógrafo-jardineiro, mas é verdade que me sinto muito próximo da natureza nos meus jardins imaginários. Os jardim, são o meu refúgio, uns dias no Botânico, outros na Estrela, outros nos Prazeres, e por aí adiante, até chegar ao bosque mais próximo.

Jardinar, é tratar, é observar o crescimento e a morte das plantas, é estudar e entender a arquitectura e estrutura dos seus corpos, e do seu universo, pelo que é importante também compreender o seus ciclos de vida. Saber ver através das cores, se o seu estado está de perfeita saúde ou se está em declínio, como algumas sociedades, ou quando atingem a maturidade para se colherem. Na minha não opinião não se deve colher plantas ou flores em nenhum jardim, muito menos nos meus.

Os Jarros (Zantedeschia) pertencem à família das Araceae, e são originários da África do Sul. Gostam de solo bastante húmido, por isso, é comum vê-los nas margens de rios ou de lagos. Têm folhas verdes brilhantes e as flores são grandes e de uma brancura que se vê à transparência.  São uma planta muito  fácil de cultivar, no entanto há que  ter  atenção à  toxidade da sua seiva.

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2 thoughts on “Na brancura da pele cheiro o seu perfume.

  1. Parabéns, Jaime,
    tens aí imagens que me agradam bastante, pela força e pela estética.
    Abraço,
    Nuno

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