Fragmentos de um sonho real – Anjo Azul ( Der Blaue Engel )


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Uma fotografia é um portal para um Mundo de Sonhos”.    Marcel Proust 

Marcel Proust no seu livro  “O Tempo Perdido”  assume a importância futura da fotografia enquanto instrumento de criação artistica. Para ele “uma fotografia é uma imagem mental“, e na mesma linha de raciocínio ” a nossa memória é feita de fotografias” (instantâneos), pelo que acaba por dar uma maior importância à complexidade do cérebro, quando diz que a fotografia está sempre associada à memória. E é a nossa capacidade de recordar visualmente (imaginação) o tempo passado a que Proust chamou o “Tempo Perdido” e que voltou a recordar graças à fotografia e também através dos sonhos em ” O Tempo Redescoberto“.

O enigma e fascínio da fotografia enquanto construtor de imagens, veio revolucionar na época e ajudar a manter a(s) memória(s) viva(s) obrigando o cérebro a fazer uma viagem no tempo e procurar as lembranças esquecidas desse tempo perdido .

Proust teve o grande mérito de abrir portas da mesma maneira que disse que “a fotografia são os novos olhos que se abrem para o mundo, com modos diferentes do olhar humano“.

Quando Proust refere que “a fotografia é um portal de passagem para o mundo dos sonhos“, está revelar a importância da memória e do inconsciente, enquanto armazenador das imagens dos “instantâneos” , hoje mais conhecidos por “flashes“.

No estudo da problemática do sono, sabe-se que os pensamentos e desejos inconscientes que ameaçam acordar a pessoa são denominados conteúdo latente do sonho.  As operações mentais inconscientes por meio das quais o conteúdo latente do sonho se transforma em sonho manifesto, chamamos de elaboração do sonho. *

Sabe-se também que  o sonho é registado  durante o sono na chamada 5ª. fase ou R.E.M (Rapid Eye Movements) e que se vai processando através de imagens, umas reais outras do imaginário( inconsciente) com  alguma lógica e coerência mas que na sua maioria nem sempre assim é, como é o caso dos chamados pesadelos, que não passa de uma desordenação de imagens ou sobreposição do inconsciente recente, ocorrido ainda nas fases anteriores (3 e 4).

No meu caso, o sonho desde muito cedo que teve em mim um fascínio muito grande, isto porque começei a olhar para a pintura e a literatura dos Surrealistas com outros olhos de ver, como sejam os casos dos pintores  Salvador Dali, Miró e de André Breton. No caso dos pintores era muito curioso ver como representavam na tela a carga simbólica do onírico do sonho .

Hoje olho para os meus sonhos como apenas fragmentos de memória, como se fosse um arquivo (disco externo) onde é possível ir revendo alguns videos e fotogramas que fui guardando ao longo do meu tempo. Chamo-lhe “tempo de memória” que em si mesmo é um tempo sem tempo ( ausência), onde o tempo por vezes se vai perdendo na memória do tempo.

Percebe-se que neste processo há uma ausência de tempo ( espaço) onde o passado e o presente se  misturam e transformam num só tempo.

No Tempo nada se repete, ao contrário da História. Há o Caos, que nos vai moldando os Sonhos á imagem dos tempos.

Fonte : * Wikipédia; “Psicanálise e Semiótica. Sonho”. ; “A Arte Onírica na Pintura”;

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